é a alquimia da quimera

prestige

odes à vida que escolheste viver, pois tanto quanto sei é mentir e socorrer as vontades de quem a ti te deve uma explicação, uma mão, um carinho e um abraço. o que não se sabe, é que nada te devem pois tu nunca lhes deste o que deveste.
uma vez, todas elas.
não saberias sobreviver sem acolher essa tua indagada vontade de amor. essa distorcida função que não te trará nada mais que frio, um desumano frio que não saberás como lidar.
parabéns, outra vez. conseguiste fazer o que nunca te considerei capaz, conseguiste tudo o que almejas. e o teu tudo é tão nada, que quando o vires, será demasiado tarde para recuperar aquilo que deverias ter querido.
amor, não saberás viver contigo.

itstillmakesnonsense disse: 18, 34, 36

18 - obsession? epa, sinceramente acho que não sou obsessiva c nada.
34 - any talents? gosto da cena de escrever, e tocar guitarra e cantar e tal, mas tenho mesmo talento em conduzir e fazer umas outras quatro coisas ao mesmo tempo. ou decorar matrículas, não sei bem porquê.
36 - bad habits? ui. entre fumar, beber (talvez demais até), drogas saudáveis (elas existem, escutem o que vos digo) e acordar com novos amores, acho que o pior hábito de todos é a procrastinação.

obrigada itstillmakesnonsense.

You wanna find out some personal shit? (epa, vá lá)

1. Any scars?

2. Self harmed?

3. Crush?

4. Kissed anyone?

5. Coke or Pepsi?

6. Someone you hate?

7. Best Friends?

8. Have you ever done alcohol or drugs?

9. What's your dream job?

10. Ever been in love?

11. Last time you cried?

12. Favorite color?

13. Height?

14. Birthday?

15. Eye color?

16. Hair color?

17. What do you love?

18. Obsession?

19. If you had one wish, what would it be?

20. Do you love someone?

21. Kiss or hug?

22. Nicknames people call you?

23. Favorite song?

24. Favorite band?

25. Worst thing that has ever happened to you?

26. Best thing that has ever happened to you?

27. Something you would change about yourself?

28. Ever dated someone?

29. Worst mistake?

30. Watch the movie or read the book?

31. Ever had a heartbreak?

32. Favorite show?

33. Best day of your life?

34. Any talents?

35. Do you wish you could ever start over?

36. Any bad habits?

37. Ever had a near death experience?

38. Someone I can tell anything to?

39. Ever lost a loved one?

40. Do you believe in love?

41. Someone you hate/Dislike?

42. Are you okay?

43. Relationship status?

é tanta a luz.

oelefantevagabundo:

"hoje as minhas mãos são mais que facas…"

a melodia.

oelefantevagabundo:

a Velhina Estória e a vilinha onde nunca chove, página dezassete.

oelefantevagabundo:

a Velhina Estória e a vilinha onde nunca chove, página dezassete.

as melhores fodas que dei foram a pensar em ti.

oelefantevagabundo:

às vezes chamo o teu nome a outras mulheres.

elas sabem lá.

queriam tanto ser como tu, queriam tanto ser tu – queria tanto que essas mulheres fossem tu.

mas não o são. elas vão e eu aqui, tão vazio de ti. um acalmar temporário da solidão, enquanto tu não voltas, não pousas as tuas coisas pelo…

Meios para um fim.

Ele:

- Oh, Estagiária! Acompanha-me até à casa-de-banho que não sei onde fica.

Eu:

- O quê? Nem um café primeiro?

Ele:

- Sim! Queres ir comigo tomar café?

Eu:

- Wait, what? Estava a brincar!

Ele:

- E cinema?

Eu:

- Eu estava a brincar pa, larga-me.

Ele:

- Olha olha! Eu também!

(...)

Eu:

- Boa sorte, p aquela coisa.

Ele:

- Obrigado, liga para mim. Quer dizer, para o meu número. Quer dizer, vota em mim.

Eu:

(risos)

O momento em que trato os convidados por tu e gozo com eles, how badass.

itstillmakesnonsense:

verde—musgo:

and about what doesn’t hurt, about the flowers and about the trees and about what makes you happy. hard and clear.

itstillmakesnonsense:

verde—musgo:

and about what doesn’t hurt, about the flowers and about the trees and about what makes you happy. hard and clear.

(via seizeexistence)

Pára de escrever

embriaguezlirica:

Tudo muda quando os meus olhos ficam inundados de tristeza palpável e a única cura aceitável é a cegueira voluntária. Não quero ser capaz de fugir ao ruir mordaz que a gente que engraça sente, porque desta vez mais vale sentir para nunca mais cair.

E tudo são dolorosas armadilhas de quem (como eu…

chamadas tardias pt 2

tinha ido embora de vez e eu sabia que era a última vez que o via. foi uma noite agitada cheia de copos e magia a nadar em nada porque não havia quem nos aguentásse. nem me despedi dele, não disse adeus, não lhe dei um beijo nem a importância que este momento carecia. dei-lhe um empurrão no peito e disse “fica bem”, e isso ficou-lhe entalado.
não estava à espera de mais nada e evitei a todo o custo contactá-lo, para além de não o ver, também não falava com ele e nem o acompanhava nas loucuras por que passava, do outro lado.
constantes exibições de luxúria e festas e meninas bonitas eram feitas, chegavam-me aos ouvidos e eu, sempre me mantive impávida e serena (tal como lhe tinha dito que faria numa das nossas discussões pré-sexo).
não sentia saudades dele, nem dos fins-de-semana com ele, nem das noites com ele, nem do cheiro dele, nem das chamadas dele a meio da noite.
até hoje.
ontem, conforme disse, tive um café mariscada e contei, pela primeira vez, a história dele. e disse o porquê de nunca poder resultar, o porquê de ter acabado e o porquê de isto ser assim (“porque é assim que funciona”). não gostava dele, tão pouco tinha paciência para o aturar e, por isso, jamais seria uma coisa a repetir.
até hoje.
ligou-me. jamais esperaria que me ligasse, muito menos com aquele tom, aquela voz. pensei “ou está bêbedo ou precisa de alguma coisa” porque julgava ter deixado as coisas nesses termos. mas não. não só me ligou preocupado por não lhe dizer nada e por escrever tristes textos (acha ele), como me disse quando é que o encontrava de novo. com o coração meio mais derretido do que seria de esperar, confrontei-o com a nova vida, as novas festas e as novas garotas que por lá andavam. não sei se me mentiu se não, mas o facto de parecer sincero e genuíno é bom que baste. disse que queria voltar, pelo menos, a tempo dos meus anos para me ver porque sentia “relativa falta da tua presença”. fiquei de falar, combinar e voltar a estar. provavelmente menti, o dia não é hoje e o tempo não é este.
talvez amanhã, Salvador.

já não me lembrava disto

após uns quantos meses afastadas, juntámo-nos para um daqueles cafés. cafés do marisco (como lhes chamamos).
não se fala de mais nada do que sexo e folia. um grupo onde a grande maioria são raparigas, gays (nem que seja em parte).
e olhamos para trás.
a nossa mais púdica marisca, é agora a mais rebelde, mais sexual e mais apaixonada. é lindo. lembro-me de começarmos neste registo há uns quatro ou cinco anos (porque éramos todas "para a frente"!) e ela ficar chocada com as coisas do mundo. dizia que era demasiado para ela e que não se via a fazer nada disso. mal ela sabia.
é bom ver-nos crescidas, e pensar que se em algum momento eu era a mais afoita agora sou a mais calma.

frutado

és fruto das coisas que todos desconhecem e ninguém sabe.
é uma pena, até no cinema, as histórias não são tão complicadas.
e as memórias? oh, as memórias levaste-as contigo.
não consigo ser mais sincera que isto. és uma quimera mutante e é disso que tenho pena, de que, nem no cinema, isso exista dessa maneira.
sexta-feira e já não tenho solidão em mim, mas hoje que jaz a manhã de terça (porque as manhãs de terça eram sempre diferentes), a mente não acompanha que tu te findaste.
teatrais figuras desenhadas noite dentro para nos recordar que somos frutos que ninguém nunca conheceu. nem nós mesmos, ainda que adormecidos no cansaço que nos põe sorridentes, e de cabelo bonito.
e eu que tanto te tomei, e tanto quanto sei, me tornei produto teu. não para uso, mas para te orgulhares do que sabes criar.
podíamos ter sido mais, ou ter deixado correr menos, ou mais depressa. acabaríamos sempre assim, um fruto de mim.

(Fonte: lionandthesea, via peaceinhaler)